
Chega a ser engraçado. Por muito que batalhamos na vida, nunca estamos satisfeitos. Temos uma casa de palha, não serve, aí viramos para uma de pedra e evoluímos até aos blocos de cimento e sabe mais Deus o que aí virá.
Animais que somos queremos ser mais do que podemos e quando não podemos ser mais, estagnamos simplesmente ao sabor do vento. Os dias viram em anos e quando damos por nós estamos velhos (isto para quem chega lá).
Há quem dedique a sua vida ao trabalho e sim auto-contemplam-se como felizes. Há quem tenha famílias numerosas, casas de sonho e sim...auto-contemplam-se como felizes. Há quem seja pobre e humilde com família e casinha simples e são felizes.
Os que estão sós muita vez dizem-se felizes e não o são. Claro que esse não é sempre o caso.
Somos livres de escolha mas a felicidade não aparece por acaso. Se existem vários tipos de felicidade? Eu penso que sim. Se já a encontrei? Bom...digamos que sou um condenado.
Condenado por escolha própria, e acima de tudo por nunca estar satisfeito.
Assentar e reflectir. Isso é o que falta a muita gente e certamente que me falta a mim também.
Detesto perfeccionismo e dou comigo com esse tique a quando de realizar algo. Não fica perfeito em geral...mas fica como eu gosto e quero.
Não tenho esse poder. Mas parece usufruo dele. Não é ser anarquista mas tentar usar um pouco da liberdade individual que tenho direito.
Com isso muita vez foge-se do termo normal em sociedade. Por isso é que me considero condenado, uma simples viúva negra.













